“Toda a música que não pinta nada é apenas um ruído”
Muitas pessoas se assustam quando eu digo que eu não escuto rádio. O susto é ainda maior quando eu falo que não conheço as músicas mais tocadas… E ainda tratam isso como se fosse um absurdo. Porque eu estou falando isso?
Acabo de ler uma reportagem da Veja, 5 de julho de 2006, páginas 122 e 123. “Rimas esdrúxulas”, esse é o título. Os principais citados na reportagem são: Skank, O Rappa, Chorão e Pitty. Também aparecem CPM 22 e Jota Quest na lista dos artistas, os quais cita a revista, “tem letras que … não batem com coisa nenhuma”. Comecei então a pensar porque eu não gosto dessas músicas tão bem aceitas pela grande maioria dos meus colegas. Cheguei as seguintes conclusões:
- Existem músicas e músicos bem melhores, porque optar pelo pior?
- Porque dói os ouvidos escutar clichês e rimas pobres.
- Porque aprecio criatividade musical e não encontro isso no pop/rock popular.
- Porque as letras são rasas, não apresentam nenhum conteúdo poético ou ideológico de intensidade considerável, ou ainda, de fundamentação contínua.
- Porque eu percebo que existe um ou vários interesses, financeiro, por exemplo, que superam ou interfere o interesse musical do artista, acarretando uma produção que, por coincidência (será?), não me agrada.
O que eu escuto? Geralmente músicas do Dream Theater, Angra, Yamandu Costa, Chico Buarque, músicas evangélicas, músicas clássicas, músicas que meus amigos inventam… Eu aprecio músicas que por algum motivo são relevantes pra mim, como a técnica aprimorada de um instrumentista, a letra bem transmitida em um canto, uma boa mensagem através da letra, a progressividade, a criatividade, o improviso rico bem fundamentado, etc. Talvez a grande diferença esteja justamente nos valores que julgamos ser importante.
É bem verdade que eu, em algumas ocasiões, até toco algumas dessas músicas populares. É bom reunir entre amigos e cantarolar, mas, quando eu quero escutar, apreciar, relaxar, etc, as músicas são muito bem selecionadas!
Toda a música que não pinta nada é apenas um ruído. (Alembert, Jean)



















