Sorriso e outras artes
Escrever acalma corpo e mente, sobretudo, quanto à ansiedade de momentos à espera de serem vividos.
Recorreu-me uma historinha do início da adolescência, já distante alguns anos, embora ainda muito nítida. Uma garota e o carinha observador que vos escreve. No passado, colegas de colégio. Hoje vivem o auge da mocidade, do período entre infância e a idade madura. Final de faculdade, início de trabalhos, novos relacionamentos, planos, sonhos, etc. No meio de tudo isso, em uma madrugada, no silêncio dela… Aquela historinha volta agradavelmente. Ela, cuja não existe outra igual, veio-me em frações descontínuas: Ruiva, loira, morena, aluna, jornalista, sempre afável. Ela, à sua maneira.
Eu mesmo não sei o quanto ela participou/participa da minha vida. Esteve casualmente presente, parcialmente, mas muito mais atuante do que outras pessoas em condições semelhantes, com capacidade de me roubar um sorriso ou me distrair sem sequer estar perto de mim.
Ela me fez entender porque existem filmes e livros sobre romance adolescente que perdura pela vida madura. Mas só entendi até a metade dessas tramas e ainda não vi o final. Ela também consegue despertar um romantismo escondido dentro de mim.
Posso falar que já consegui descobrir um de seus detalhes: Ela é bela. Faltam ainda muitos outros… E faltam os mistérios, esses durariam anos para começar a rascunhar. Conhece-la mais é algo que eu desejo e espero.
Lúcido, a ela, componho e dedico esses versos:
Sorriso e outras artes
Como um acorde dramático desperta o silêncio
Teu sorriso dispara meu coração
Ele conhece esse labirinto
Voa sobre a porta das boas emoções
Jamais acorda a tristeza
Viaja eternamente durante um piscar de olhos
Que ao abri-lo, percebo que também estou sorrindo