February 2, 2007 at 2:19 pm
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Hoje, quando fui dar uma olhada no jornal O Povo, da minha querida capital cearense, li sobre o já tradicional Festival Jazz&Blues de Guaramiranga. Esse ano o Festival inicia antes do carnaval, ainda em Fortaleza, durante o carnaval ferve na gostosíssima Guaramiranga (que pensando bem merece um Post) e encerra novamente em Fortaleza.
O que me chamou atenção na notícia foi uma entrevista com um dos músicos: Luis Fernando Veríssimo. Não sabia que ele era também músico saxofonista. Apesar de simples, a entrevista aborda um lado interessante do escritor, que fala de suas influências e sua experiência musical. Na entrevista ele afirma ainda que, se o tempo voltasse, se dedicaria mais a música do que a literatura.
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February 1, 2007 at 8:16 pm
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(Khaled Hosseini, O Caçador de Pipas)
O Caçador de Pipas é um romance que conta a história de Amir e Hassan, duas crianças afegãs que partilham os mesmos prazeres, gostam das mesmas histórias e dos mesmos filmes e adoram e soltar pipas. Porém vivem realidades completamente diferentes. Enquanto Amir tem acesso à educação e faz parte de uma refinada classe em sua sociedade, Hassan é seu empregado, seu amigo condicional, seu defensor e seu brinquedo. Além disso, ambos os personagens são de etnias diferentes, uma diferença de alta relevância na sociedade afegã da década de 70, cenário do início da história.
A história se passa, em maior parte, no Afeganistão, sobre um doloroso cenário de mudanças iniciado com fim da monarquia, que decaiu perante o comunismo soviético posteriormente substituído pelo regime imposto pelo Talibã. Passa-se também sobre a cultura oriental, a qual o Islamismo é a principal religião.
O Caçador de Pipas é um livro que expõe os relacionamentos familiares, os problemas sociais, as mazelas humanas. É uma história definida em um contexto bem delineado, mas que trata de problemas universais como as desigualdades sociais e o mau uso do poder. O livro mostra a inclinação humana para o mal (em certos trechos tive completo desgosto e rejeição), a capacidade de humilhar e maltratar. Em outros relata a submissão, pelo amor, o quebrantamento e o arrependimento. É de fato um livro que lida os interesses e os limites, ou a falta deles, do gênero humano. Lida com o amor, com o ódio, com a dor e o arrependimento. Trata o comportamento humano de forma universal dentro do contexto afegão.
O Autor, Khaled Hosseini, é Afegão embora more desde 1980 nos Estados Unidos. Ele voltou ao seu país depois de publicar o livro, e disse que a realidade é ainda pior. Esse é um comentário insólito, sobretudo para quem leu o livro. Outro ponto que achei interessante foi o fato de que, por vezes, pensei se seria uma história verídica e uma amiga que também leu fez mesma reflexão. É uma história bem contada, rica no conteúdo e em detalhes, e que vai para as telas de cinema em breve.
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February 1, 2007 at 9:27 am
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É triste, mas sei que minha cidade anda margeada de perigo e violência. Segundo jornal O Povo, nos últimos cinco dias houve cinco assaltos a edifícios em Fortaleza.
Já passei por isso: certa vez, entraram alguns ladrões e roubaram os carros que estavam estacionados na garagem do subsolo do prédio em que morava. Foi durante uma madrugada chuvosa. O prédio tem sistema de alarme por sensores de presença, conta também com câmeras de vigilância em locais estratégicos e ainda está associado a uma central de segurança privada. Aqui em Lisboa não tenho essa preocupação e nem tive ainda motivos para tê-la. A reportagem lista várias dicas de segurança, mas essa não é a solução.
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