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Archive for Mochilão

Roma

Roma

Lisboa, 23 de Fevereiro

Nas primeiras horas da manhã (madrugada) fiz a listagem de tudo que iria levar, embora não tivesse ainda arrumado a mochila. Também anotei, no meu bloquinho de anotações importantes e sem importância, os horários dos vôos, o endereço do albergue onde eu fiquei em Roma, detalhes sobre o vôo do Thiago… Fui dormir e por volta das 9 horas acordei com o telefone tocando. Como já havia planejado tudo que iria levar, apenas arrumei a mochila e já estava pronto para embarcar… Ao meio dia fui para o Aeroporto onde curiosamente encontrei-me com a Milene, amiga do Thiago, que também estava indo para Milão (embora em vôo diferente do meu, assim como o Thiago). Fiz o check-in, embarquei… Tudo sem pressa, uma vez que, por nenhum minuto, estive atrasado.

Cheguei sozinho no aeroporto de Malpensa, próximo a Milão, na Itália. É um grande aeroporto, mas com alguns minutos deu pra entender o que eu tinha de fazer pra encontrar o Thiago e a Milene, que chegariam aproximadamente duas horas depois de mim. Peguei o ônibus do aeroporto que me levou ao terminal onde eles desembarcaram. Encontramos-nos, pegamos um ônibus e seguimos pra Milano Centrale, uma estação de trem grande, construída por Mussolini, a qual embarcamos para Roma. Isso aconteceu por volta das 23 horas. Como compramos o bilhete mais barato, seguimos em trens, três no total, que paravam em quase todas as estações.

Roma, 24 de Fevereiro

Ainda de madrugada, continuando a viagem Milão-Roma, seguimos no “arriscado” modo para chegar a Roma, isso porque poderíamos descer na estação errada, perder o trem e o itinerário. Mas, com nosso esforço (nesse momento estávamos eu e o Thiago), com o inglês e com nossa máxima concentração para aprender um pouquinho de italiano, chegamos de manhã cedo em Roma, sem nenhum problema. Fizemos nosso check-in no albergue e antes mesmo de nos acomodar-mos já nos encontramos com a Tiffany, que nos levou para comer um delicioso sanduíche de salmão que ela mesma preparou!

Foi aí então que demos nossa primeira volta em Roma, nas proximidades do albergue, que ficava localizado próximo a estação de trem/metrô Termini. Já na primeira basílica, de Santa Maria Maggiore, comecei a perceber a grandiosidade do poder da Igreja Católica em Roma. Continuamos caminhando…

Seguimos até a Praça da Republica onde encontramos a igreja Santa Maria degli Angeli. Mais uma vez, fiquei admirado com tal grandiosidade, da praça, da igreja, da cidade que estava conhecendo… Próximo ponto foi a Fontana del Tritone e o Muro Torto.

À tarde passeamos na região da Praça de Popolo, aonde vimos um pôr-do-sol deslumbrante que proporcionava uma silhueta dos prédios e monumentos da cidade com direito a cúpula da Basílica de São Pedro. Na noite, visitamos uma exposição sobre Leonardo da Vinci, que embora não tenha nos trazido grandes novidades, foi interessante perceber um pouco mais sobre ele e sobre a sua Itália.

Antes de voltar pro albergue passamos na Fontana di Trevi: Belíssima! Quando chegamos, fizemos uma macarronada que até os italianos ficaram com “olho grande”. Digo até porque lá tinha brasileiros, chilenos, espanhóis, japoneses, italianos… Conhecemos parte dessa turma toda. Dormi otimamente, depois de uma noite viajando de trem intercity e um dia de caminhadas…

(Veja algumas fotos desse dia…)

Roma, 25 de Fevereiro

Domingo! Depois de acordar, ir para o café da manhã e tomar banho saímos eu, Thiago e Tiffany para o Vaticano. Chegando lá, vimos à fila quilométrica, decidimos ir então para o Coliseu que apesar do movimento, tinha uma fila muito menor… Compramos então um bilhete que nos permitiu visitar, além do Coliseu, o Fórum Romano, que fica ao lado. Passamos a maior parte do tempo por ali, conhecendo um pouco da grandiosidade da Roma antiga. Fiquei abismado com a grandiosidade do Coliseu. Ao ver as fotos, tente comparar o tamanho das paredes com o tamanho das pessoas…

Na saída do Coliseu encontramos com uma brasileira que estava no mesmo albergue. Seguimos então nós quatro para o Fórum Romano. É incrível que existam construções de Roma antiga que sobreviveram, além do tempo a guerras.

Após o Fórum Romano, passamos pelo grandioso Monumento a Vittorio Emanuele II e seguimos ao Pantheon, que hoje é um templo cristão, mesmo outrora sendo tempo de vários deuses, como o próprio nome sugere.

À noite ainda estávamos a caminhar e conhecer mais de Roma. Comi uma pizza vegetariana deliciosa, embora não fosse em Nápoles, isso porque os Napolitanos afirmam que nenhuma pizza, de lugar algum da Itália, é tão boa como as de Nápoles! Depois do jantar fomos assistir uma cantata de música religiosa em uma basílica que não recordo o nome, e foi fabuloso perceber a acústica da igreja!

Antes de voltar pro albergue passamos novamente para a bela fonte de Trevi, simplesmente por ela ser um ambiente altamente agradável, embora o nome signifique Fonte das Trevas. Quando finalmente chegamos ao albergue, ficamos conversando e tocando violão antes de ir dormir…

(Veja algumas fotos desse dia…)

Roma, 26 de Fevereiro

Vaticano e Basílica de São Pedro. Desde que acordamos sabíamos que esses seriam os principais lugares do dia. Então após o café da manhã nos arrumamos e seguimos rumo ao museu do Vaticano. Havia fila, mas bem menor que a do dia anterior. Era segunda-feira! Passamos pelo museu do Vaticano, por suas galerias e pela Capela Sistina (famosa por ter sido projetada para ser local de culto particular dos papas, por ter sido local de vários conclaves e de ter tido o teto pintado por Michelangelo).

Após de ter saído do museu do Vaticano, fomos almoçar: Lasanha, na Itália! “Mama mia!”. Depois fomos a Basílica de São Pedro. Antes de entrar nela, visitamos seu subsolo que é onde ficam as lápides dos papas que já morreram. Só então após visitar esse ambiente entramos na Basílica em si. É impressionante a grandiosidade e a fascinação que ela causa.

Quando saímos da basílica passeamos na Praça de São Pedro, comemos um sorvete italiano, e fomos para o Castel Sant’Angelo, que fica a margem do rio Tibre. Apreciamos o pôr-do-sol na ponte defronte ao castelo. À noite continuamos nossas caminhadas passando pela Isola (uma espécie de ilha do próprio rio).

A última noite no albergue foi boa, embora lembrasse em todo momento o fato de ser a última todos juntos, eu, Thiago e Tiffany. Jantamos, conversamos e dormimos!

Nota: Em breve falarei sobre detalhes específicos como a Igreja Católica/Vaticano.

(Veja algumas fotos desse dia…)

Roma, 27 de Fevereiro

Foi o dia do “adeus” Roma! Dormimos bem e o planejado era ir, mais uma vez, a Fontana de Trevi, mas acabamos sem ir lá. Acordamos e nos encontramos na cozinha para o desjejum. Foi uma boa refeição… Arrumamos-nos pra sair, preparamos nossas mochilas, fizemos o check-out e fomos até a estação de trem Termini, nos informar dos horários. Voltamos, conversamos um pouco… Chegou a hora do trem da Tiffany. Preferi me despedi dela ainda no albergue e deixá-los a sós. Enquanto os dois foram pra estação, fiquei tocando violão, o que me alegra independente de estar em Roma, Lisboa ou Aratuba (cidadezinha no interior do Ceará). O tempo pareceu passar rápido e ainda estava tocando quando o Thiago retornou sozinho e cabisbaixo por ter de se despedir da Tiff. Alguns minutos conversando, muito sobre as coisas dos últimos seis meses (pra quem ainda não sabe, dividi quarto com o Thiago nesse tempo), e chegou à hora de partir, agora junto com o Thiago.

Depois de, outra vez, naquele troca-troca de trens, chegamos a Rimini. Uma cidadezinha pequena, de veraneio, muito bacana. Por ser pequena e simples, foi fácil chegar ao albergue, seguindo apenas o itinerário dado na confirmação da reserva. Quando chegamos, ficamos admirados. O albergue era “show de bola”, gente animada, paredes coloridas, música… Fizemos o check-in, pegamos cada um uma bicicleta e fomos passear na cidade. Encontramos um McDonalds, e foi lá mesmo… Quando chegamos, passamos alguns minutos na internet e depois fomos dormir!

(Veja algumas fotos desse dia…)

A viagem continua…

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18 dias de mochilão

Olá Pessoal…

Estou meio ausente esses dias porque estou em viagem. Serão no total 18 dias longe de casa, sendo hoje o 15º. Estive em Roma, San Marino, Rimini, Veneza, Amsterdam, Bruxelas e acabei de chegar em Barcelona. Na próxima terça-feira retorno a Lisboa. Hoje deu pra escrever alguma coisa já que o teclado daqui é semelhante ao que uso (meu notebook é espanhol, porque não dá pra escrever no italiano nem no francês…). Agora vocês já sabem porque o blog andou parado esses dias…

Tenho cada história… Pra começar, posso dizer que depois de Rimini segui sozinho. Vi assaltos (sim, plural) e pobreza. Viajei de ônibus, trêm, carro, barco, avião, conheci chilenos, um canadense, uma inglesa e vários brasileiros, fiquei na casa da Paula, fiz um mergulho na Nemo 33 (a piscina mais profunda da Europa, com 33 metros de profundidade), vi cada absurdo da igreja católica em Roma, entrei em alguns dos prédios do governo europeu, na capital européia…

Estou fazendo um diário, um pequeno resumo de todos os dias, o qual, irei publicar aqui. Assim que retornar à Lisboa colocarei as melhores fotos no flickr. Também irei escrever sobre alguns detalhes, interesses políticos, culturais e religiosos que pude observar de perto nessa viagem.

Enfim, está sendo uma grande experiência e quero compartilhar um pouco com vocês!!!

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Coimbra: Bom Demais!

Aqui vai um vídeo da famosa música portuguesa “Foi Feitiço” cantada por um brasileiro: eu. A gargalhada doce no fim do vídeo é da Patrícia, minha portuguesa favorita! Foi num dos melhores fins-de-semana que passei cá. Estava DIRIGINDO de Figueira da Foz pra Coimbra (adoro essa cidade!). Veja as minhas últimas fotos no flickr.

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Londres

Londres é uma cidade grande e movimentada cuja população é cosmopolitana. É possível perceber mais de 15 etnias apenas ao caminhar em uma de suas avenidas movimentadas em uma única tarde. Não cheguei a contar, mas devo ter percebido uns oito diferentes idiomas durante minha estadia de três dias. Por esses mesmos motivos não é tão fácil escutar um genuíno sotaque inglês. Mas escutei, e como soa polido aos ouvidos!

Londres é uma cidade cara. Caríssima! E é uma cidade imperdível! Sua valorizada moeda, a Libra, “Pound” em inglês, custa hoje mais de quatro vezes um único Real, ou aproximadamente 1,5 Euro, minha moeda corrente. Apesar do alto custo de vida, existem opções baratas de hospedagem e alimentação que, indubitavelmente, não são as melhores, mas me serviram plenamente.

A melhor forma de se transportar é através de metrô, que é popularmente chamado por “Tube” pelos londrinos. Uma boa dica é caminhar pela cidade (em qualquer cidade que se deseja conhecer). Ao caminhar podemos observar as pessoas residentes agindo corriqueiramente. Adoro analisar comportamento! Caminhar também faz bem pra saúde! Estimo ter rodado mais de 30km no primeiro dia, tomando sol e chuva com variação de 5 a 10º Celsius. Também andei de metrô e ônibus pela experiência, e pra conhecer pontos distantes da cidade.

Alguns dos lugares que visitei: a Piccadilly Circus Street, a Oxford Street, a National Gallery, o The Science Museum, o The British Museum, a Tower Bridge, o Palácio de Buckingham, o Palácio de Westminster e o Big Ben, o Museu de Cera Madame Tussaud, a London Eye, dentre vários outros que não tem a mesma fama, mas que foi espetacular conhecer!

ps: Nos museus só dei uma passada, ou busquei ver algo que já conhecia, por exemplo achados arqueológicos que de alguma forma estão relacionados as dez pragas do Egito de Êxodo 5 na sessão Ancient Egypt do The British Museum.

Estou ate hoje um tanto quanto tristonho por não ter conhecido Nothing Hill (o famoso bairro que intitula o excelente filme de Julia Roberts e Hugh Grant) que é um bairro londrino tradicional e cheio de caprichos. Vai ser um dos primeiros lugares aonde irei quando retornar a Londres!

Todas essas experiências que estou vivendo por aqui não são explicáveis nesses pequenos relatos desse blog. Aqui vai apenas à “pontinha do iceberg”, aliás, acho que nem chega a ser tudo isso! Tento ser conciso e passar algo que seja interessante, mas é difícil… Poderia escrever 100 linhas apenas sobre o trânsito ou sobre as cores da cidade cinzenta. Tudo é muito fantástico e real!

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Lisbon again!

Já estou em Lisboa!

Londres é muito, muito interessante! Uma grande cidade, cosmopolitana, movimentadíssima. Vou preparar um resumo sobre a viagem nos próximos dias…

Aqui começa a esfriar. Hoje liguei, pela primeira vez um aquecedorzinho. Londres fez 5º no dia mais frio em que estive lá. O inverno europeu se aproxima!

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Indo para Londres

LondresHoje a noite parto para Londres. Estou numa correria, arrumando algumas coisas… Espero voltar cheio de novidades!!! Tenhamos todos um excelente fim-de-semana!!!

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Sábado de Sol

Aproveitamos o sol desse dia de outono e fomos até Cascais. Nossa primeira parada foi em Estoril, onde passeamos um pouquinho pela cidade e pela praia do Tamariz. Levamos o violão da avó do Leandro e tocamos algumas músicas brasileiras: Sucesso absoluto! Teve momentos em que os portugas ao redor cantarolaram conosco… Foi bom demais sentar na areia, ver as pessoas passar, ver o reflexo dourado do sol na água, jogar conversa fora, tocar, cantar e rir bastante…

Saímos então de Estoril e fomos para a “Boca do Inferno” (não sei por que um nome tão feio para algo tão bonito), onde tem uma paisagem lindíssima do mar ao encontro de rochas enormes. Toquei algumas músicas que tinham tudo a ver com o local e o momento e percebi que um casal que estava atrás de mim estava gostando… Até isso foi legal, a empatia do momento! O pôr-do-sol foi lindo, uma das paisagens naturais mais bonitas que eu já vi. O lugar é maravilhoso!

Dentro do carro passeamos pelas cidades… É uma região rica, vimos ferraris e mansões… A cidade é bem cuidada e muito agradável. Portugal tem revelado ser um país muito mais agradável do que eu já pude imaginar.

Já publiquei algumas fotos no flickr!

Grande abraço amigos!

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Madri, Salamanca, Aveiro, Coimbra - Pt. 2

(Hoje eu tô meio cansado, só deu pra tirar isso…)

Depois de uma boa noite de sono acordamos e era sexta-feira! Saímos direto pra almoçar… Usava-mos sempre o espanhol pra se comunicar. Pedimos nossa refeição… A tarde fomos nos encontrar com um colega do Caio num shop. Ele atrasou muito, mas entendemos, já que foi por causa do trabalho, e como Madri é uma cidade grande… Durante esse tempo pude observar um pouquinho as pessoas, suas ações e costumes…

Aqui na Europa as pessoas respeitam muito a individualidade alheia. Isso ajuda as pessoas serem mais autênticas, já que elas têm mais liberdade para fazer o que lhes dá mais prazer. Consequentemente isso aumenta as possibilidades delas serem mais felizes. Por outro lado acaba permitindo a propagação da quebra de valores morais. Uma das coisas que vi no shop (de dia, movimentado, e frequentado por pessoas de todas as faxas etárias) foi um casal homosexual, de garotoas, beijando-se, atitude que eu reprovo. Dentre outras coisas que vi (essas mais cômicas) foram os casais brincando com o bumbum do outro (isso é comum aqui também em Portugal)… Outra coisa que me aconteceu, em Lisboa, foi que, em plena luz do dia e em lugares bem policiados e turísticos, me ofereceram drogras discaradamente e várias vezes. Fico pensando como deve ser em Amsterdã… Quando eu for lá eu conto!

Ainda a tarde fomos em umas lojas de informática e comprei meu notebook. Deu pra economizar uns € 300,00. Muita coisa é mais barata na Espanha do que cá, em Portugal (isso foi noticiado até no jornal). A noite comemos comida turca e fomos pro albergue descansar…

Foi um dia dedicado a resolver algumas questões práticas, pois uma das coisas que fomos fazer na Espanha foram compras! No sábado teve um city tour!

Até amanhã!

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Madri, Salamanca, Aveiro, Coimbra - Pt. 1

Esse é o primeiro post de uma série de 4 onde vou contar sobre nossa viagem feita no dia 31 de agosto até o dia 3 de setembro.

Decidimos ir para Madri na quarta-feira, dia 30 de agosto. Tentamos fazer reservas em albergues e buscar passagens de avião ou de comboio (trêm), mas nada parecia favorável, já que todos os albergues estavam lotados e as passagens estavam absurdamente caras… Daí veio a brinhante (será brilhante??) idéia de ir de carro e se virar por lá. Fizemos uma reserva de um carro por telefone, aqui mesmo em Lisboa, arrumamos nossas mochilas (de 60 litros), separamos alguns cds, mapas, guias…

Na quinta pela manhã já estavamos motorizados. Conseguimos um mapa de Portugal excelente. Já tinha-mos alguns de Lisboa e como já conhecemos um pouquinho da cidade foi fácil encontrar a saída para Madri. Bruno foi o motorista, Caio o comissário e eu o navegador (e nós não nos perdemos hein!). Pra começar passamos pela bela ponte Vasco da Gama, que liga Lisboa à Setubal sobre o rio Tejo, e seguimos pela auto-estrada com pausa apenas pra abastecer. As auto-estradas portuguesas são maravilhoas, largas, bem sinalizadas, sem curvas, subidas ou descidas sinuosas. Em contrapartida, tem um belo pedágio…

Seguindo direto chegamos na fronteira com a Espanha. As rádios portuguesas não tocavam mais, agora as espanholas (que por sinal tem muita informação, entrevistas, notícias… Melhor que ouvir músicas o tempo todo…). Como ambos países fazem parte da comunidade européia não havia nenhum tipo de policiamento ou fiscalização nessa passagem. Apenas tinha uma placa, no padrão europeu, escrito “España”, e a seguir, tudo era em espanhol. Passamos por várias pontes, algumas por sobre um verdadeiro abismo. Avistava-mos de longe castelos e construções antigas que me farão voltar um dia pra conhecer. Então mais à frente um túnel, daqueles de cinema!

Quando estáva-mos chegando no centro de Madri, já na grande Madri, paramos em um posto de gasoline e o navegador (eu) foi comprar um mapa da cidade. Usei meu espanhol, adquirido num guia de conversação para viagens, misturado com o portunhol e o inglês… Deu tudo muito certo! Quem tem boca vai a Roma, a Madri, e ao escambau! De cara já foi embora a timidez…

Com aquele mapa imenso conseguimos nos localizar e nos perder várias vezes… Enquanto andava-mos ouvia-mos várias músicas, e eu pude confirmar que às músicas brasileiras tocam muito na Espanha (em Portugal também)! Como Madri é uma cidade que está em reformas, demos algumas voltas a mais até achar um estacionamento no centro. Mas eu diria que nos saímos muito bem! Fomos bater no coração de Madri, na Puerta del Sol. Estacionamos em um “parking” subterrâneo. Um comentário: Aqui na europa vários estacionamentos são subterrâneos, como o metrô, e o preço dos mais movimentados é uma “facada”, como se diz na minha terra… Agora que chegamos e estacionamos, nada melhor que ir procurar um lugar pra dormir…

Saímos do estacionamento e tudo continuava em espanhol, hehehe. Isso é excelente! Ia-mos rodando e pedindo algumas informações. A partir daí fui conhecendo os espanhois, principalmente as espanholas… Uma questão de simpatia, hehehe. E posso afirmar, são muito diferente das(os) portugueses! Os espanhois se envolvem mais nos relacionamentos, eles olham mais para os outros, sorriem, “tiram ondinha”, como dizem em Maceió. Ao contrário dos portugueses que muitas vezes evitam o contato, os espanhois lembram os brasileiros, são mais calorosos, entusiasmados…

Passamos em vários albergues perguntando se tinham quartos livres até encontrar o La Perla Asturiana, onde ficamos. Tudo em espanhol. A noite demos uma volta e jantamos. Dentre os lugares que visitamos estão o Plaza Mayor (praça principal da cidade onde no passado foi palco de julgamentos e execuções da Inquisição, bem como a beatificação do padroeiro da cidade em 1621) a Puerta del Sol (outra praça, rodeada de prédios que datam bem mais de 200 anos, que foi cenário de acontecimentos históricos, e hoje é bastante movimentada a qualquer hora do dia ou da noite, rodeada de cafés…), o Palácio Real (um dos palácios mais bem conservados de toda Europa, com um jardim enorme e bem cuidado, usado apenas em cerimônias oficiais). Depois do jantar fomos conhecer por fora o estádio do Real Madrid, o Santiago Bernabeu. É um colosso, enorme e moderno. Um caldeirão. Depois de manhã conto porquê.

Uma das coisas que eu mais gostei foi de ver as pessoas sentadas à grama, conversando, descansando, namorando, dormindo (acreditem), lendo… Não gostei das reformas, ou seja, sujeira, poeira, barulho… São muitas e funcionam 24h por dia. Em 2010 acabam a maior parte delas. Foi um dia muito bom e cheio de novidades!

Amanhã continua…

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Porto e Coimbra

Esse post relata minha primeira viagem dentro da Europa. Farei assim também com as outras!

Nosso comboio (trêm) saiu pontualmente às 9:04h da sexta-feira, 25 de agosto, conforme indicado no ticket comprado na véspera. O embarque pareceu com o do metrô, rápido e sem burocracia. Nosso primeiro destino: A cidade de Porto, segunda maior cidade de Portugal, situada ao norte, na região de Douro e Trás-os-Montes. Famosa por seus vinhos, a cidade é pra mim ainda mais interessante porque lá nasceu um dos meus grandes amigos, o André.

Vou deixar para falar sobre o Porto (que nasceu no século 9º a.C.) e de sua região no futuro quando for lá para de fato conhece-la. Essa passada lá foi para encontrar com uma amiga do Bruno, até então de internet.

A viagem de comboio foi cheia de paradas, algumas em cidades históricas como Santarém e Coimbra. Chegamos por volta das 12h e nos encontramos com a Patrícia (do orkut, hehehe), com seu irmão Tiago e sua namorada, também Patrícia. Para minha maravilhosa surpresa eram todos cristãos Adventistas. Estava em casa! Almoçamos, conversamos um pouquinho, tocamos violão e logo após fomos para um duelo no “Lei da Bala”. Esse é o nome de um paintball lá do Porto. Foram três horas no tiroteio de tinta mais divertido e exaustivo que já participei! A preoculpação com a segurança dos jogadores aqui é bem maior que no paintball da Praia do Futuro, em Fortaleza…

Voltamos para casa, tomamos banho, lanchamos… Como aqui temos sol até 20:30h durante o verão, fizemos um culto familiar no por-do-sol nessa mesma hora. Tudo foi muito agradável! Logo mais a noite a tia Sônia, mãe da Patrícia chegou de Londres… Ainda mais diversão!

Por volta da meia noite seguimos por uma auto-estrada pra Coimbra. Ia-mos (Eu, Bruno, Patricia e Tia Sônia) dentro do limite de velocidade, 120km/h e frecuentemente era-mos ultrapassados por carros com uns 180 à 200km/h. Chegamos bem! Eu e Bruno ficamos hospedados numa pousadinha camada Kanimambo. Dormimos. De manhã fomos para Igreja Adventista do Sétimo Dia de Coimbra. Igreja simples e de muito bom gosto. Algo que me chamou atenção foi a reverência e a organização da cerimônia. Era um ambiente calmo que propiciava uma reflexão espiritual. De fato existe uma mensagem única sendo pregada em todos os lugares do mundo!

Almoçamos na casa da Patrícia no Sábado e pela tarde fomos visitar um acampamento de jovens na Costa de Laves, uma praia que fica no litoral de Beiras, na região central de Portugal. Antes de chegar no acampamento paramos no castelo de Montemor-o-Velho, cuja as enormes muralhas abrigam dentre os bonitos jardins, a Igreja de Santa Maria de Alcaçova fundada em 1090 e restaurada no século 15. Continuando nossa breve viagem, chegamos ao acampamento, que me lembrou os vários que já participei como Desbravador. Haviam muitas atividades, os jovens (não eram os desbravadores) estavam uniformizados, pela noite havia fogueira… Era bem próximo a praia. Engraçado que fazia uns 35º, mas a temperatura da água estava por volta dos 15º. Seguindo nosso passeio, visitamos Figueira da Foz, uma praia badalada. Muitos turistas, praia lotada, apesar da água fria. Aquí só são dois meses de verão, por isso eles aproveitam muito o sol e o calor. Continuando o passeio, subimos uma serra onde tem uma vista primorosa da praia de Figueira da Foz. Lá em cima fazia frio e por isso tinha-mos que sair, ver as paisagens, tirar fotos e voltar correndo… Aquí é assim, no verão tem dias que faz 35º, outros 17º…

Voltamos no final da tarde pra Coimbra, fizemos novamente o por-do-sol, usamos um pouquinho a internet e fomos jantar pizza! Voltamos pra nossa pousada e tivemos um noite de sono boa!

O domingo foi o dia para conhecer Coimbra. Nossa primeira parada foi na Universidade de Coimbra, a segunda universidade mais antiga da Europa. A cidade se desenvolveu ao redor dessa universidade, tanto que podemos ver a torre do relógio da universidade em vários cantos da cidade. Coimbra é uma cidade tipicamente universitária. Meio parada nas férias… Como várias outras cidades europeias, também é cortada por um rio, o Mondego. Seis reis de Portugal nasceram em Coimbra, que já foi a Capital do país por mais de um século. Uma de suas festas mais populares é a Queima das Fitas. Os estudantes usavam fitas de diferentes cores para sinalizar qual seu curso, e, no final do ano acadêmico, queimavam em uma cerimônia que ficou famosa pelo nome de “Queima das Fitas”. Essa tradição já passa dos 700 anos, porém vem perdendo suas raizes. Coimbra poseí um grande jardim botânico, o maior de Portugal, criado em 1772, quando o marquês de Pombal introduziu o estudo de história natural na univerisdade de Coimbra.

Coimbra é uma cidade muito bonita e interessante. Tem uma geografia acidentada, o que permite ter vários miradores (mirantes) e muitas ladeiras e escadarias. Tem uma orla (do rio Mondego) muito agradavel onde tem um por-do-sol lindo. Tenho certeza que voltarei lá várias vezes!

Mas o grande barato dessa viagem, o que a tornou especial foi o fato de ter conhecido a Tia Sônia e a Patrícia… São pessoas muito “gente boa”, como dizemos no Brasil, das quais ficam meus agradecimentos pelo excelente fim-de-semana e meus votos de uma boa e eterna amizade!

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