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Archive for Pensamentos

Porque alguém rouba perfil de orkut?

Não vou discutir esse assunto, aliás, só quero deixar essa pergunta. Isso aconteceu com um amigo. Pelo que ele me disse, não haviam “motivos” para isso. “Motivos” está entre aspas propositalmente. Não existem justificativas para crimes!

Fica também uma pequena reflexão: somos quem somos? Mesmo em diferentes ambientes sociais como no trabalho, na faculdade, na igreja e na internet?

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Mais uma prova que a doutrina cristã é linda e perfeita!

Estava pensando nisso agora a pouco e resolvi publicar…

Se a vida é breve, única e tão individual ao ponto de mesmo com o casamento, que é a mais profunda união entre dois seres humanos, haver separação entre os entes após a morte, seja baseado na doutrina cristã ou espírita (não sei se muçulmana também, mas acho que sim), e já que ambas as doutrinas concordam que somente os valores morais são a única herança que sobrevive a morte, então eu me pergunto: pra que tanta preocupação com casamento ou com namoro ou com solidão, etc, se todos esses fatores seriam naturalmente extinguidos se apenas buscássemos o que é inteligentemente percebível e coerente com a proposta da doutrina cristã? (Que é o refinamento do caráter, dos valores morais, e, sobretudo o amor). Isso é mais uma prova que a doutrina cristã é linda e perfeita!

“Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo”. (Lucas 10:27)

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A felicidade é independente

Hoje eu li um e-mail, daqueles que não é spam nem “corrente”, mas que um de seus contatos envia pra todos da lista dele… Não sei porque estou publicando isso, não acho importante (o e-mail), mas vou tentar fazer algumas considerações…

Reproduzindo o e-mail tal qual recebi (o que eu estou fazendo??). Se preferir leia só as frases destacadas.

Com o tempo, você vai percebendo, que para ser feliz com um outra pessoa você precisa, em primeiro lugar não precisar dela.

A idade vai chegando e, com o passar do tempo, nossas prioridades na vida vão mudando…

A vida profissional, a monografia de final de curso, as contas a pagar.
Mas uma coisa parece estar sempre presente…
A busca pela felicidade com o amor da sua vida.
Desde pequenas ficamos nos perguntando
“Quando será que vai chegar?”
E a cada nova paquera, vez ou outra nos pegamos na dúvida “Será que é ele?”
Como diz o meu pai: “Nessa idade tudo é definitivo”, pelo menos a gente achava que era.

Cada namorado era o novo homem da sua vida.
Faziam planos, escolhiam o nome dos filhos, o lugar da lua-de-mel e, de repente…

PLAFT! Como num passe de mágica ele desaparecia, fazendo criar mais expectativas a respeito “do próximo”.

Você percebe que cair na guerra quando se termina um namoro é muito natural, mas que já não dura mais de três meses.
Agora, você procura melhor e começa a ser mais seletiva.

Procura um cara formado, trabalhador, bem resolvido, inteligente, com aquele papo que a deixa sentada no bar o resto da noite.

Você procura por alguém que cuide de você quando está doente, que não reclame em trocar aquele churrasco dos amigos pelo aniversário da sua avó, que jogue “imagem e ação” … e se divirta como uma criança, que sorria de felicidade quando te olha, mesmo quando está de short, camiseta e chinelo.

A liberdade, ficar sem compromisso, sair sem dar satisfação já não tem o mesmo valor que tinha antes.

A gente inventa um monte de desculpas esfarrapadas, mas continuamos com a procura incessante por uma pessoa legal, que nos complete e vice-versa.

Enquanto tivermos maquiagem e perfume, vamos à luta…E haja dinheiro para manter a presença em todos os eventos da cidade: churrasco, festinhas, boates na quinta-feira.

Sem falar na diversidade que vai do Forró ao Beatles

Mas o melhor dessa parte é se divertir com as amigas, rir até doer a barriga, fazer aqueles passinhos bregas de antigamente e curtir o som…
Olhar para o teto, cantar bem alto aquela música que você adora.

Com o tempo, voce vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.
Percebe também, que aquele cara que você ama (ou acha que ama), e não quer nada com você, definitivamente, não é o homem da sua vida.

Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você!

O segredo não é correr atrás das borboletas…
É cuidar do jardim, para que elas venham até você.

No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando,
Mas quem estava procurando por Você!

Não sei quem é a autora do e-mail, mas certamente baseou-se (leia-se também copiou trechos) em Borboletas do Mário Quintana, o que me faz pensar que o pensamento filosófico embutido no início do texto valorize a beleza poética acima da idéia razoável que ele traz. Mas Mário certamente conheceu um pouco de filosofia e sua capacidade intelectual contribuía para que também se sentisse solitário por ser mal entendido (leia Coisas Incríveis no Céu e na Terra), o que faz lembrar-me de Nietzsche e Schopenhauer. Aliás, é capaz do Mário ter até adaptado alguns de seus pensamentos ou de suas frases. Lógico que não seria sobre a felicidade ou a felicidade conjunta…

Ao meu olhar, leigo em poesia, a beleza poética de “… para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela” encontra-se no fato de que essa é uma afirmação falsa, mas que ainda assim consegue exprimir seu pensamento. Pensamento esse, que na minha opinião, concentra-se na essência de que a felicidade é um estado de espírito pessoal e portanto independente (alguém arrisca um ensaio sobre Felicidade?). Acho que essa mensagem tem o seguinte sentido: “… para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, ser feliz sem precisar dela para isso”. Outro aspecto interessante que percebi quando a autora cita “… você aprende… a gostar de quem também gosta de você” foi a troca da valorização de interesses secundários por interesses de valor. Em outras palavras, aprenda a gostar do que é bom. Einstein já dizia: “Procure ser uma pessoa de valor, em vez de ser uma pessoa de sucesso”.

Minha pergunta é: Quantos anos levam pra uma pessoa tirar essas conclusões (se é que todas tiram)? Eu acho que comecei a pensar sobre isso com meus 20 anos…

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Luto pelo João Hélio e pelo Brasil

Para quem ainda não sabe, João Hélio, de 6 anos, morreu dias atrás ao ser arrastado, pela parte exterior de um automóvel guiado por assaltantes, preso aos cintos de segurança.

Retirado da Revista Veja de 11.02.2007:

O que se passou depois foi uma cena difícil de imaginar, mesmo nos piores filmes de terror – aliás, nenhum roteirista ousou escrever uma cena daquela. Um crime de tamanha crueldade tem de ser encarado como a gota d’água para mudar o combate à violência no Rio de Janeiro e em todo o Brasil. João Hélio foi arrastado por 7 quilômetros em ruas movimentadas de quatro bairros da região. Um motoqueiro que vinha atrás, que pensou tratar-se de um acidente, tentou alcançar o veículo para avisar que havia uma criança próxima à roda. “Na primeira curva, a cabeça bateu na proteção da calçada, e o sangue espirrou na minha roupa. Comecei a gritar e buzinar, mas vi que a criança já estava morta. Quando consegui chegar até o carro, um dos ocupantes pôs a arma na minha cara e me mandou ir embora”, diz a testemunha.

Onde estão os irresponsáveis que deveriam prezar pela segurança pública? Porque não conseguimos mudar? Como pode ainda o Rio de Janeiro ser aclamado como “Cidade Maravilhosa”? Lamento com profunda tristeza aonde chegamos.

Eu que sou contra a violência e contra a pena de morte desejei momentaneamente a execussão do criminoso.

Ainda bem que existe um refúgio. A esperança de uma vida de paz anunciada por Jesus Cristo.

Não se turbe o vosso coração: credes em Deus, crede, também, em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. E, se eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós, também. (João 14:1, 2 e 3)

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O mundo vai acabar?

Só o Michelson, no curto período de alguns poucos meses desde que virei seu leitor, já publicou vários artigos com capas de revistas. Muito deles, com o conteúdo relativo ao fim do mundo, como esse último [recomendadíssimo!].

Ainda não consegui ler o artigo da Época na integra. Se alguém puder me passar fico imensamente agradecido!

Resolvi fazer uma rápida busca sobre capas da Veja sobre esse tema: fim do mundo. Olha aí!

30.12.2006 14.06.2006 05.10.2005 26.03.2003

Será se elas tem razão? Com certeza! Leia também Mateus 24.

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Feliz Natal

Aos amigos, familiares, professores, colegas e visitantes desconhecidos falo-vos com o coração e com segundas intenções: desejo o melhor para todos vocês! Um natal com significado e um ano novo de conquistas!

Feliz Natal

Mais um ano se passou. A vida não parou! É o primeiro natal sem meu bisavô Júlio. É o primeiro natal (e aniversário da minha amada mãe – dia 24) longe da minha casa. É o primeiro natal, depois de tantos anos, que não vou dar um abraço no Jader ou no André, que não vou rever meus amigos da Igreja, da faculdade, e da minha fragmentada família. É a primeira vez que as lágrimas saem de meus olhos e escorrem livremente sobre meu rosto desde que cheguei a Lisboa! É o primeiro natal sem o gostoso estresse de preparar a casa pro natal da minha família. Sem sair pra pegar as encomendas, ou buscar e deixar minha bisavó em casa. É mais um dia especial sem eu beijar minha irmã e minha mãe. Sem eu encher o saco do Ever, sem ver o chato do tio (adotivo) Rômulo. Sem ouvir as piadas sem graça dos meus tios de sangue, ou sem visitar minha avó Marcília. E também vai ser o primeiro natal sem festa na minha casa! Vai ser o primeiro natal com o oceano atlântico de distância.

Mas estou contente! Posso dizer que me sinto realizado, que muito do que aconteceu durante esse ano foi fruto de planejamento e de esforço anterior que sem o apoio da minha família e a orientação de Deus jamais poderia ter alcançado. Tenho tudo que preciso e sou satisfeito com tudo que tenho. Sei também que meu natal aqui vai ser muito bom (a festa já foi planejada!).

Não consigo deixar de lembrar (e nem quero esquecer) os necessitados do meu país. Das tantas crianças descalças que ficam sobre o céu pedindo nos semáforos. Das crianças à deriva, sem família, sem alimento, sem educação e sem amor. Queria poder ajudá-las. Aguardo ansioso o retorno de Jesus Cristo e então ver o fim de todo mal e de toda miséria.

O natal é uma festa cristã que celebra o nascimento de Jesus, não o papai noel, as compras, os presentes ou as farras. Aproveite a oportunidade pra dá atenção a sua família. Brinque com seu filho, seja carinhoso com sua mãe e atencioso com todas as pessoas ao seu redor, pode ser a última vez. Valorize esse momento!

Eu repito: Amigos, familiares, professores, colegas e visitantes desconhecidos falo-vos com o coração e com segundas intenções: desejo o melhor para todos vocês! Um natal com significado e um ano novo de conquistas!

O vídeo abaixo é tocante. Não está diretamente relacionado com o natal, mas está relacionado com a vida. Que nos motive para alcançar nossos objetivos em 2007.

Deixem comentários!
Escrevo a vós com a mais elevada consideração! Um grande abraço!

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Todas as cartas de amor são ridículas…

Um dia desses, pouco tempo atrás, acabei por escrever uma cartinha à uma amiga distante. Isso mesmo! Podia ser um e-mail, uma ligação, um fax, mas foi uma carta à punho. Algo meio “sem pé nem cabeça”, um pouco confuso, um pouco bem esclarecedor, muitos assuntos misturados, falta de contextualização, etc. Foi algo ridículo, mas só agora entendo por quê!

Como a vida é assim, linearmente difusa, hoje talvez tenha encontrado um alento para uma gostosa aflição oriunda da ansiedade de que a carta seja lida e respondida com atenção. Talvez esse mesmo post seja mais esclarecedor que a própria carta. E pena que é provável que ela não o leia.

O motivo desse esclarecedor post (pelo menos pra uma pessoa) é que li uma poesia de Fernando Pessoa (Álvaro de Campos), numa antologia poética que comprei numa estação de metrô. Redigi-a abaixo:

Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)

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Quebrando Paradigmas

Eu divido apartamento com cinco amigos, e é muito comum termos visitas de outros amigos (até porque moram 5 estudantes no apartamento ao lado). Certo dia estávamos jantando quando enchi meu copo de leite (puro) e comecei a bebe-lo. Eles ficaram indagando o fato “estranho” de eu beber sem achocolatado, ou cacau, como chamam aqui em Portugal.

Já faz algum tempo que eu penso na expressão “quebrar paradigmas”. E faz uns três ou quatro dias que eu pensei em escrever algo sobre isso… A primeira vez que lembro ter escutado “paradigma” tinha 15 anos. Foi numa conversa com um professor. Ele perguntou-me se sabia o seu significado. Até tentei dizer que sabia, e tentei explicar… Talvez tenha feito isso por causa de um paradigma, pois eu não sabia. E ele me falou mais ou menos assim: “Paradigma é uma forma de se fazer alguma coisa seguindo uma regra, apenas por segui-la, sem observar seu significado”. O tempo foi passando e ainda hoje penso muito sobre isso, sobretudo quando vejo as pessoas agindo pragmaticamente, mecanicamente, sem pensar.

Um paradigma surge a partir de uma verdade empírica. Essa é uma verdade que varia de pessoa pra pessoa. Essa verdade empírica, varia com o que cada pessoa acredita, gosta ou aprendeu. Ou seja, vivemos com vários paradigmas, que sequer são baseados em verdades em que acreditamos, e nem ao menos refletimos sobre nossas atitudes geradas por esses paradigmas. Talvez seja por isso que poucas pessoas comem verduras (algum paradigma diz que verdura tem sabor ruim), ou mesmo que leite só é bom com achocolatado. Por ter quebrado o “paradigma do leite”, hoje tomo leite puro porque prefiro.

Existem paradigmas famosos como “nada acontece por acaso” ou “errar é humano”, dentre outros, que muitas pessoas acreditam em suas assertivas como se fosse algo plenamente correto. Na verdade não passam de verdades empíricas, que podem não ser verdade se você pensar e analisar. O acaso nem sempre pode ser responsável por algo e outros fatores como falhas, erros, acidentes, são possíveis. O erro nem sempre está condicionado ao fato do ser humano ser falho, pois também existe incompetência, falta de experiência, etc.

Alguns dos paradigmas que eu já quebrei:

  • O leite só é bom com achocolatado
  • Sábado a noite não é hora de estudar
  • Estudar é ruim
  • “Aqui tudo se faz, tudo se paga”
  • Culinária vegetariana é ruim

Agir baseado em paradigmas é perigoso, pois é agir sem pensar. Reflita sobre o que é importante pra você, sobre o porquê você faz sempre as coisas da mesma forma. Porque você gosta de algo, ou porque não gosta. Encontre respostas sensatas para as suas perguntas. Encontre formas melhores de fazer suas coisas e mude o que for tornando sem sentido pra você. Permita-se se conhecer e busque isso. Assim você poderá fazer pequenas mudanças na sua vida alcançar vários objetivos.

Ao quebrar seus paradigmas você irá começar a encontrar formas particulares de agir. Se você começar ouvir as pessoas comentando seu jeito diferente de agir, você está indo no caminho certo…

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Infra-estrutura é bom demais

Ao ler meus feeds hoje li o que o Elcio escreveu, até comentei. Agora a noite resolvi escrever um pouquinho sobre isso também…

Minha primeira conexão wireless na Europa, foi em um albergue em Madri (onde comprei meu computador). Apesar de o albergue ter hotspot, acessei de um vizinho com rede aberta… No outro dia, quando fomos a Salamanca, também acessei, agora na própria rede do hotel em que fiquei. De volta a Lisboa, acessei por quase um mês das escadas do segundo andar do meu prédio – lá tinha uma rede aberta. Hoje já temos internet em casa: wireless. Levo todos os dias o notebook pra faculdade, lá tem acesso a internet sem-fio em todo o campus. A Unifor também está nesse rumo… Ano que vem Bruxelas vai ser a primeira cidade a ter cobertura total de internet. Irei testar a velocidade…

Apesar de eu estar falando muito de internet, ela não é meu foco nesse momento. Quero refletir sobre a infra-estrutura que temos em lugares mais desenvolvidos, e principalmente, sobre o quanto essa infra-estrutura é essencial para a melhoria do desenvolvimento de nossas atividades.

Portugal é um país de pequenas extensões. Se calhar, é menor que o estado do Ceará. São incríveis quantas boas opções diferentes temos nos transportes públicos. Só em Lisboa temos ônibus, ônibus expresso, metrô, elevador, ascensores, bondes, trem e balsas, todos com horários certos. O acesso a outras cidades e países é fácil, seguro e rápido. Vias bem pavimentadas, sinalizadas, transportes pontuais, regulares e altamente freqüentes. Isso tudo pra promover o desenvolvimento do país.

É muito simples se locomover aqui, seja para ir para faculdade ou para outra cidade. Da mesma forma deve ser resolver nossos problemas referentes aos nossos trabalhos. Para isso é importante que criemos boas condições de trabalho, que tenhamos ferramentas adequadas para o que necessitamos. Como o Elcio falou, podemos usufruir de grandes benefícios sem necessariamente ter de gastar muito. Devemos também estar sempre atentos à organização e ao planejamento das nossas atividades. Isso aumenta nossa produtividade. Pense nisso!

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“Toda a música que não pinta nada é apenas um ruído”

Muitas pessoas se assustam quando eu digo que eu não escuto rádio. O susto é ainda maior quando eu falo que não conheço as músicas mais tocadas… E ainda tratam isso como se fosse um absurdo. Porque eu estou falando isso?

Acabo de ler uma reportagem da Veja, 5 de julho de 2006, páginas 122 e 123. “Rimas esdrúxulas”, esse é o título. Os principais citados na reportagem são: Skank, O Rappa, Chorão e Pitty. Também aparecem CPM 22 e Jota Quest na lista dos artistas, os quais cita a revista, “tem letras que … não batem com coisa nenhuma”. Comecei então a pensar porque eu não gosto dessas músicas tão bem aceitas pela grande maioria dos meus colegas. Cheguei as seguintes conclusões:

  1. Existem músicas e músicos bem melhores, porque optar pelo pior?
  2. Porque dói os ouvidos escutar clichês e rimas pobres.
  3. Porque aprecio criatividade musical e não encontro isso no pop/rock popular.
  4. Porque as letras são rasas, não apresentam nenhum conteúdo poético ou ideológico de intensidade considerável, ou ainda, de fundamentação contínua.
  5. Porque eu percebo que existe um ou vários interesses, financeiro, por exemplo, que superam ou interfere o interesse musical do artista, acarretando uma produção que, por coincidência (será?), não me agrada.

O que eu escuto? Geralmente músicas do Dream Theater, Angra, Yamandu Costa, Chico Buarque, músicas evangélicas, músicas clássicas, músicas que meus amigos inventam… Eu aprecio músicas que por algum motivo são relevantes pra mim, como a técnica aprimorada de um instrumentista, a letra bem transmitida em um canto, uma boa mensagem através da letra, a progressividade, a criatividade, o improviso rico bem fundamentado, etc. Talvez a grande diferença esteja justamente nos valores que julgamos ser importante.

É bem verdade que eu, em algumas ocasiões, até toco algumas dessas músicas populares. É bom reunir entre amigos e cantarolar, mas, quando eu quero escutar, apreciar, relaxar, etc, as músicas são muito bem selecionadas!

Toda a música que não pinta nada é apenas um ruído. (Alembert, Jean)

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