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Archive for Pessoal

18 dias de mochilão

Olá Pessoal…

Estou meio ausente esses dias porque estou em viagem. Serão no total 18 dias longe de casa, sendo hoje o 15º. Estive em Roma, San Marino, Rimini, Veneza, Amsterdam, Bruxelas e acabei de chegar em Barcelona. Na próxima terça-feira retorno a Lisboa. Hoje deu pra escrever alguma coisa já que o teclado daqui é semelhante ao que uso (meu notebook é espanhol, porque não dá pra escrever no italiano nem no francês…). Agora vocês já sabem porque o blog andou parado esses dias…

Tenho cada história… Pra começar, posso dizer que depois de Rimini segui sozinho. Vi assaltos (sim, plural) e pobreza. Viajei de ônibus, trêm, carro, barco, avião, conheci chilenos, um canadense, uma inglesa e vários brasileiros, fiquei na casa da Paula, fiz um mergulho na Nemo 33 (a piscina mais profunda da Europa, com 33 metros de profundidade), vi cada absurdo da igreja católica em Roma, entrei em alguns dos prédios do governo europeu, na capital européia…

Estou fazendo um diário, um pequeno resumo de todos os dias, o qual, irei publicar aqui. Assim que retornar à Lisboa colocarei as melhores fotos no flickr. Também irei escrever sobre alguns detalhes, interesses políticos, culturais e religiosos que pude observar de perto nessa viagem.

Enfim, está sendo uma grande experiência e quero compartilhar um pouco com vocês!!!

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A felicidade é independente

Hoje eu li um e-mail, daqueles que não é spam nem “corrente”, mas que um de seus contatos envia pra todos da lista dele… Não sei porque estou publicando isso, não acho importante (o e-mail), mas vou tentar fazer algumas considerações…

Reproduzindo o e-mail tal qual recebi (o que eu estou fazendo??). Se preferir leia só as frases destacadas.

Com o tempo, você vai percebendo, que para ser feliz com um outra pessoa você precisa, em primeiro lugar não precisar dela.

A idade vai chegando e, com o passar do tempo, nossas prioridades na vida vão mudando…

A vida profissional, a monografia de final de curso, as contas a pagar.
Mas uma coisa parece estar sempre presente…
A busca pela felicidade com o amor da sua vida.
Desde pequenas ficamos nos perguntando
“Quando será que vai chegar?”
E a cada nova paquera, vez ou outra nos pegamos na dúvida “Será que é ele?”
Como diz o meu pai: “Nessa idade tudo é definitivo”, pelo menos a gente achava que era.

Cada namorado era o novo homem da sua vida.
Faziam planos, escolhiam o nome dos filhos, o lugar da lua-de-mel e, de repente…

PLAFT! Como num passe de mágica ele desaparecia, fazendo criar mais expectativas a respeito “do próximo”.

Você percebe que cair na guerra quando se termina um namoro é muito natural, mas que já não dura mais de três meses.
Agora, você procura melhor e começa a ser mais seletiva.

Procura um cara formado, trabalhador, bem resolvido, inteligente, com aquele papo que a deixa sentada no bar o resto da noite.

Você procura por alguém que cuide de você quando está doente, que não reclame em trocar aquele churrasco dos amigos pelo aniversário da sua avó, que jogue “imagem e ação” … e se divirta como uma criança, que sorria de felicidade quando te olha, mesmo quando está de short, camiseta e chinelo.

A liberdade, ficar sem compromisso, sair sem dar satisfação já não tem o mesmo valor que tinha antes.

A gente inventa um monte de desculpas esfarrapadas, mas continuamos com a procura incessante por uma pessoa legal, que nos complete e vice-versa.

Enquanto tivermos maquiagem e perfume, vamos à luta…E haja dinheiro para manter a presença em todos os eventos da cidade: churrasco, festinhas, boates na quinta-feira.

Sem falar na diversidade que vai do Forró ao Beatles

Mas o melhor dessa parte é se divertir com as amigas, rir até doer a barriga, fazer aqueles passinhos bregas de antigamente e curtir o som…
Olhar para o teto, cantar bem alto aquela música que você adora.

Com o tempo, voce vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.
Percebe também, que aquele cara que você ama (ou acha que ama), e não quer nada com você, definitivamente, não é o homem da sua vida.

Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você!

O segredo não é correr atrás das borboletas…
É cuidar do jardim, para que elas venham até você.

No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando,
Mas quem estava procurando por Você!

Não sei quem é a autora do e-mail, mas certamente baseou-se (leia-se também copiou trechos) em Borboletas do Mário Quintana, o que me faz pensar que o pensamento filosófico embutido no início do texto valorize a beleza poética acima da idéia razoável que ele traz. Mas Mário certamente conheceu um pouco de filosofia e sua capacidade intelectual contribuía para que também se sentisse solitário por ser mal entendido (leia Coisas Incríveis no Céu e na Terra), o que faz lembrar-me de Nietzsche e Schopenhauer. Aliás, é capaz do Mário ter até adaptado alguns de seus pensamentos ou de suas frases. Lógico que não seria sobre a felicidade ou a felicidade conjunta…

Ao meu olhar, leigo em poesia, a beleza poética de “… para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela” encontra-se no fato de que essa é uma afirmação falsa, mas que ainda assim consegue exprimir seu pensamento. Pensamento esse, que na minha opinião, concentra-se na essência de que a felicidade é um estado de espírito pessoal e portanto independente (alguém arrisca um ensaio sobre Felicidade?). Acho que essa mensagem tem o seguinte sentido: “… para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, ser feliz sem precisar dela para isso”. Outro aspecto interessante que percebi quando a autora cita “… você aprende… a gostar de quem também gosta de você” foi a troca da valorização de interesses secundários por interesses de valor. Em outras palavras, aprenda a gostar do que é bom. Einstein já dizia: “Procure ser uma pessoa de valor, em vez de ser uma pessoa de sucesso”.

Minha pergunta é: Quantos anos levam pra uma pessoa tirar essas conclusões (se é que todas tiram)? Eu acho que comecei a pensar sobre isso com meus 20 anos…

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Lindo País (#571)

Esse hino lembra-me quando faziamos pôr-do-sol na casa do meu tio Rômulo. Lembra-me ainda mais ele, sei que é um dos que mais gosta. Eu também gosto muito, sua melodia suave e sua letra esperançosa me confortam.

Procurei informações sobre esse hino, mas tudo que encontrei foi que é uma melodia tradicional irlandesa e que foi baseado nos versos do profeta Isaías.

Pois eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão: Mas alegrai-vos e regozijai-vos perpetuamente no que eu crio; porque crio para Jerusalém motivo de exultação e para o seu povo motivo de gozo. E exultarei em Jerusalém, e folgarei no meu povo; e nunca mais se ouvirá nela voz de choro nem voz de clamor. (Isaías 65:17-19)

Lindo País (#571)
Hinário Adventista do Sétimo Dia

Há um país nas terras de além rio,
Cheio de flores, de prazer e luz;
É destinado às almas resgatadas;
Lá não terão mais lutas nem mais cruz.
Pois é ali que a morte não mais entra,
Nem mais pecado o brilho tirará.
Jesus, o Rei dessas mansões tão lindas,
Os salvos todos com prazer abraçará.

Lindo país! Eu vejo a brisa mansa
Acariciar campinas e jardins,
E embalar as palmas prateadas
Dos perfumados vales com jasmins.
E quando o Sol se põe no horizonte,
Eu julgo ver em sonhos este lar;
Vejo os amigos já ressuscitados,
E todos nós o nosso bom Jesus louvar.

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“Adeusinho” Nairinha

Eu e NairaHoje tive o prazer de caminhar sozinho na madrugada em Lisboa. Estava voltando da despedida da Naira (que está a regressar ao Brasil). E caminhar pela Avenida da Liberdade, passando pelo Marquês de Pombal, e por outras ruas menores de Lisboa, numa noite seca e quentinha de janeiro, com gostosos 11º depois de uma confraternização de despedida é, no mínimo, melancólico. O jantar foi muito bom, bom demais, aliás! Tenho conhecido vários portugueses e tem sido altamente agradável “ter” com eles!

O clima é de despedida. Já foi o Bruno, o Caio, agora vai Naira. Entendo que a vida é mesmo assim, feita de encontros, desencontros e lacunas de saudade. É o preço que pagamos por criar laços longe de casa, por desejar ter saudade de quem nem se conhecia. Mas vale a pena!

Desejo a você Naira, “Maira” ou “Neide”, …, sucesso no seu regresso ao Brasil. Que além do mestrado você possa levar na lembrança os gostosos momentos em Lisboa. E que eles se repitam aqui, novamente, e no Brasil!

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Feliz Natal

Aos amigos, familiares, professores, colegas e visitantes desconhecidos falo-vos com o coração e com segundas intenções: desejo o melhor para todos vocês! Um natal com significado e um ano novo de conquistas!

Feliz Natal

Mais um ano se passou. A vida não parou! É o primeiro natal sem meu bisavô Júlio. É o primeiro natal (e aniversário da minha amada mãe – dia 24) longe da minha casa. É o primeiro natal, depois de tantos anos, que não vou dar um abraço no Jader ou no André, que não vou rever meus amigos da Igreja, da faculdade, e da minha fragmentada família. É a primeira vez que as lágrimas saem de meus olhos e escorrem livremente sobre meu rosto desde que cheguei a Lisboa! É o primeiro natal sem o gostoso estresse de preparar a casa pro natal da minha família. Sem sair pra pegar as encomendas, ou buscar e deixar minha bisavó em casa. É mais um dia especial sem eu beijar minha irmã e minha mãe. Sem eu encher o saco do Ever, sem ver o chato do tio (adotivo) Rômulo. Sem ouvir as piadas sem graça dos meus tios de sangue, ou sem visitar minha avó Marcília. E também vai ser o primeiro natal sem festa na minha casa! Vai ser o primeiro natal com o oceano atlântico de distância.

Mas estou contente! Posso dizer que me sinto realizado, que muito do que aconteceu durante esse ano foi fruto de planejamento e de esforço anterior que sem o apoio da minha família e a orientação de Deus jamais poderia ter alcançado. Tenho tudo que preciso e sou satisfeito com tudo que tenho. Sei também que meu natal aqui vai ser muito bom (a festa já foi planejada!).

Não consigo deixar de lembrar (e nem quero esquecer) os necessitados do meu país. Das tantas crianças descalças que ficam sobre o céu pedindo nos semáforos. Das crianças à deriva, sem família, sem alimento, sem educação e sem amor. Queria poder ajudá-las. Aguardo ansioso o retorno de Jesus Cristo e então ver o fim de todo mal e de toda miséria.

O natal é uma festa cristã que celebra o nascimento de Jesus, não o papai noel, as compras, os presentes ou as farras. Aproveite a oportunidade pra dá atenção a sua família. Brinque com seu filho, seja carinhoso com sua mãe e atencioso com todas as pessoas ao seu redor, pode ser a última vez. Valorize esse momento!

Eu repito: Amigos, familiares, professores, colegas e visitantes desconhecidos falo-vos com o coração e com segundas intenções: desejo o melhor para todos vocês! Um natal com significado e um ano novo de conquistas!

O vídeo abaixo é tocante. Não está diretamente relacionado com o natal, mas está relacionado com a vida. Que nos motive para alcançar nossos objetivos em 2007.

Deixem comentários!
Escrevo a vós com a mais elevada consideração! Um grande abraço!

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Todas as cartas de amor são ridículas…

Um dia desses, pouco tempo atrás, acabei por escrever uma cartinha à uma amiga distante. Isso mesmo! Podia ser um e-mail, uma ligação, um fax, mas foi uma carta à punho. Algo meio “sem pé nem cabeça”, um pouco confuso, um pouco bem esclarecedor, muitos assuntos misturados, falta de contextualização, etc. Foi algo ridículo, mas só agora entendo por quê!

Como a vida é assim, linearmente difusa, hoje talvez tenha encontrado um alento para uma gostosa aflição oriunda da ansiedade de que a carta seja lida e respondida com atenção. Talvez esse mesmo post seja mais esclarecedor que a própria carta. E pena que é provável que ela não o leia.

O motivo desse esclarecedor post (pelo menos pra uma pessoa) é que li uma poesia de Fernando Pessoa (Álvaro de Campos), numa antologia poética que comprei numa estação de metrô. Redigi-a abaixo:

Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)

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Coimbra: Bom Demais!

Aqui vai um vídeo da famosa música portuguesa “Foi Feitiço” cantada por um brasileiro: eu. A gargalhada doce no fim do vídeo é da Patrícia, minha portuguesa favorita! Foi num dos melhores fins-de-semana que passei cá. Estava DIRIGINDO de Figueira da Foz pra Coimbra (adoro essa cidade!). Veja as minhas últimas fotos no flickr.

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Londres

Londres é uma cidade grande e movimentada cuja população é cosmopolitana. É possível perceber mais de 15 etnias apenas ao caminhar em uma de suas avenidas movimentadas em uma única tarde. Não cheguei a contar, mas devo ter percebido uns oito diferentes idiomas durante minha estadia de três dias. Por esses mesmos motivos não é tão fácil escutar um genuíno sotaque inglês. Mas escutei, e como soa polido aos ouvidos!

Londres é uma cidade cara. Caríssima! E é uma cidade imperdível! Sua valorizada moeda, a Libra, “Pound” em inglês, custa hoje mais de quatro vezes um único Real, ou aproximadamente 1,5 Euro, minha moeda corrente. Apesar do alto custo de vida, existem opções baratas de hospedagem e alimentação que, indubitavelmente, não são as melhores, mas me serviram plenamente.

A melhor forma de se transportar é através de metrô, que é popularmente chamado por “Tube” pelos londrinos. Uma boa dica é caminhar pela cidade (em qualquer cidade que se deseja conhecer). Ao caminhar podemos observar as pessoas residentes agindo corriqueiramente. Adoro analisar comportamento! Caminhar também faz bem pra saúde! Estimo ter rodado mais de 30km no primeiro dia, tomando sol e chuva com variação de 5 a 10º Celsius. Também andei de metrô e ônibus pela experiência, e pra conhecer pontos distantes da cidade.

Alguns dos lugares que visitei: a Piccadilly Circus Street, a Oxford Street, a National Gallery, o The Science Museum, o The British Museum, a Tower Bridge, o Palácio de Buckingham, o Palácio de Westminster e o Big Ben, o Museu de Cera Madame Tussaud, a London Eye, dentre vários outros que não tem a mesma fama, mas que foi espetacular conhecer!

ps: Nos museus só dei uma passada, ou busquei ver algo que já conhecia, por exemplo achados arqueológicos que de alguma forma estão relacionados as dez pragas do Egito de Êxodo 5 na sessão Ancient Egypt do The British Museum.

Estou ate hoje um tanto quanto tristonho por não ter conhecido Nothing Hill (o famoso bairro que intitula o excelente filme de Julia Roberts e Hugh Grant) que é um bairro londrino tradicional e cheio de caprichos. Vai ser um dos primeiros lugares aonde irei quando retornar a Londres!

Todas essas experiências que estou vivendo por aqui não são explicáveis nesses pequenos relatos desse blog. Aqui vai apenas à “pontinha do iceberg”, aliás, acho que nem chega a ser tudo isso! Tento ser conciso e passar algo que seja interessante, mas é difícil… Poderia escrever 100 linhas apenas sobre o trânsito ou sobre as cores da cidade cinzenta. Tudo é muito fantástico e real!

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Lisbon again!

Já estou em Lisboa!

Londres é muito, muito interessante! Uma grande cidade, cosmopolitana, movimentadíssima. Vou preparar um resumo sobre a viagem nos próximos dias…

Aqui começa a esfriar. Hoje liguei, pela primeira vez um aquecedorzinho. Londres fez 5º no dia mais frio em que estive lá. O inverno europeu se aproxima!

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Indo para Londres

LondresHoje a noite parto para Londres. Estou numa correria, arrumando algumas coisas… Espero voltar cheio de novidades!!! Tenhamos todos um excelente fim-de-semana!!!

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